Em ambientes industriais, a presença de fumaça, gases, vapores, poeiras e outros contaminantes no ar pode comprometer tanto a qualidade do ambiente quanto a segurança dos trabalhadores. Por isso, contar com um sistema eficiente de exaustão de fumaça e gases é uma medida importante para manter o ar mais adequado e reduzir a concentração de agentes contaminantes.
Processos como soldagem, pintura, fundição, corte, aquecimento, fabricação de produtos químicos e diversas operações industriais podem gerar contaminantes que precisam ser captados e conduzidos para fora do ambiente de trabalho de maneira adequada.
Nesse cenário, os exaustores industriais desempenham um papel fundamental. Mas para que o sistema realmente funcione, não basta instalar qualquer equipamento: é necessário avaliar o processo, o tipo de contaminante, o volume de ar e as características do ambiente.
O que é a exaustão de fumaça e gases?
A exaustão de fumaça e gases é um sistema desenvolvido para captar, movimentar e direcionar contaminantes presentes no ar, reduzindo sua concentração no ambiente.
Dependendo da aplicação, o sistema pode trabalhar com:
• Fumaça;
• Gases;
• Vapores;
• Poeiras;
• Partículas suspensas;
• Névoas;
• Odor e outros contaminantes provenientes de processos industriais.
A exaustão pode ser realizada diretamente na fonte de geração do contaminante ou por meio da ventilação geral do ambiente.
Em muitos processos, a captação na fonte é uma alternativa mais eficiente, pois impede que o contaminante se espalhe por todo o espaço antes de ser removido.
Por que a exaustão industrial é importante?
Durante determinadas atividades industriais, os contaminantes podem se acumular no ambiente quando não existe uma renovação ou captação adequada do ar.
Além de melhorar as condições ambientais, um sistema de exaustão corretamente dimensionado pode contribuir para:
• Melhor qualidade do ar, reduzindo a concentração de fumaças, gases e partículas.
• Maior conforto no ambiente de trabalho, especialmente em locais com geração de calor, vapores ou odores.
• Controle de contaminantes, evitando que sejam dispersos desnecessariamente pelo ambiente.
• Preservação dos equipamentos, pois alguns contaminantes podem se depositar em máquinas, estruturas e componentes.
• Maior eficiência do processo, proporcionando melhores condições para determinadas operações.
Por isso, a exaustão deve ser considerada desde o planejamento da instalação industrial e não apenas quando surgem problemas relacionados à qualidade do ar.
Quais atividades industriais geram fumaça e gases?
Diversos processos podem produzir contaminantes atmosféricos. Alguns exemplos são:
Soldagem
A soldagem pode gerar fumos metálicos e gases provenientes do processo. A captação próxima ao ponto de geração ajuda a evitar que esses contaminantes se espalhem pelo ambiente.
Pintura
Processos de pintura podem liberar vapores e partículas, principalmente quando são utilizados produtos que apresentam componentes voláteis.
Fundição
Operações envolvendo altas temperaturas podem gerar fumaça, gases e calor, tornando importante o planejamento adequado da ventilação e da exaustão.
Corte e aquecimento
Processos térmicos e operações de corte podem liberar fumaça, gases e partículas que precisam ser controlados.
Indústria química
A manipulação e transformação de determinados produtos químicos pode gerar vapores e gases que exigem sistemas específicos de controle e exaustão.
Cozinhas e processos alimentícios industriais
A preparação e o processamento de alimentos também podem gerar vapores, gordura, fumaça, calor e odores, exigindo sistemas adequados de ventilação e exaustão.
Exaustão localizada ou ventilação geral?
Essa é uma das principais decisões no desenvolvimento de um sistema de controle de contaminantes.
Exaustão localizada
A exaustão localizada procura captar o contaminante próximo ao ponto onde ele é produzido. Um exemplo é um sistema instalado próximo a uma operação de soldagem para capturar os fumos antes que eles se espalhem pelo ambiente.
Essa solução pode ser especialmente interessante quando a fonte de emissão é conhecida e está concentrada em um determinado ponto.
Ventilação geral
Na ventilação geral, o objetivo é promover a movimentação e renovação do ar em uma área maior. Ela pode ser utilizada para auxiliar no controle das condições ambientais, principalmente em espaços onde os contaminantes não podem ser facilmente captados em uma única fonte.
Em determinadas instalações, exaustão localizada e ventilação geral podem trabalhar em conjunto.
Como escolher um exaustor industrial?
A escolha do equipamento deve levar em consideração muito mais do que apenas o tamanho do ambiente.
1. Tipo de contaminante
É necessário identificar se o processo gera fumaça, gás, vapor, poeira, partículas ou uma combinação desses elementos.
2. Vazão de ar
A vazão indica o volume de ar que o equipamento consegue movimentar em determinado período. O dimensionamento deve considerar as necessidades específicas do processo e do ambiente.
3. Pressão do sistema
Dutos, filtros, curvas, grelhas, coifas e outros componentes geram perdas de carga. Por isso, não basta escolher um equipamento apenas pela vazão. É necessário verificar se o exaustor consegue trabalhar adequadamente com a pressão exigida pelo sistema.
4. Temperatura
Alguns processos industriais trabalham com temperaturas elevadas. Nesses casos, o equipamento e seus componentes precisam ser compatíveis com as condições da aplicação.
5. Características do ambiente
Dimensões, layout, quantidade de máquinas, altura do espaço e circulação de pessoas são alguns dos fatores que podem influenciar o projeto.
6. Materiais presentes no ar
Poeiras e partículas podem apresentar características diferentes e, em determinadas situações, podem exigir cuidados específicos quanto aos materiais e componentes utilizados no sistema.
Por isso, o dimensionamento do exaustor industrial deve ser realizado considerando o conjunto completo da instalação.
A importância do dimensionamento correto
Um dos erros mais comuns em sistemas de exaustão é escolher o equipamento somente pela vazão indicada no catálogo.
Um exaustor pode apresentar uma determinada vazão nominal, mas seu desempenho real dependerá das condições em que será instalado.
O sistema precisa considerar elementos como:
• Comprimento dos dutos;
• Diâmetro dos dutos;
• Quantidade de curvas;
• Filtros;
• Coifas;
• Grelhas;
• Entradas e saídas de ar;
• Perdas de carga;
• Pressão necessária;
• Características do contaminante.
Um sistema subdimensionado pode não conseguir realizar a captação necessária.
Já um sistema superdimensionado pode representar consumo desnecessário de energia, além de aumentar custos de instalação e operação.
Por isso, o projeto deve buscar equilíbrio entre eficiência, desempenho, segurança e consumo energético.
Cuidados com os dutos de exaustão
Os dutos são parte essencial do sistema e não devem ser tratados como um simples complemento do exaustor.
Um projeto inadequado de dutos pode aumentar as perdas de carga e comprometer o desempenho do equipamento.
É importante considerar:
• Dimensionamento adequado;
• Traçado do sistema;
• Quantidade de curvas;
• Material compatível com o processo;
• Facilidade de inspeção;
• Limpeza e manutenção;
• Vedação das conexões.
Quanto mais eficiente for o conjunto, melhor será o aproveitamento do exaustor.
Filtros e sistemas de tratamento do ar
Dependendo do contaminante, simplesmente retirar o ar do ambiente pode não ser suficiente.
Em determinadas aplicações, pode ser necessário utilizar filtros ou outros sistemas de tratamento do ar antes da descarga.
A escolha do sistema depende das características do contaminante e dos requisitos da instalação.
Entre as soluções existentes estão diferentes tipos de filtros e equipamentos de separação de partículas, cada um destinado a determinadas condições de operação.
O objetivo é evitar que o sistema apenas transfira o problema de um ambiente interno para o meio externo.
Manutenção dos sistemas de exaustão
Mesmo um sistema bem projetado precisa de manutenção.
Com o tempo, filtros podem saturar, dutos podem acumular resíduos e componentes mecânicos podem apresentar desgaste.
Uma rotina de manutenção pode incluir:
• Inspeção do exaustor;
• Verificação de ruídos e vibrações;
• Avaliação de correias e componentes mecânicos;
• Limpeza dos componentes;
• Inspeção dos dutos;
• Verificação de filtros;
• Conferência das conexões;
• Avaliação do desempenho do sistema.
A frequência da manutenção deve considerar o tipo de aplicação, intensidade de uso e características dos contaminantes.
Exaustão industrial também envolve segurança
A instalação de um sistema de exaustão não deve ser analisada isoladamente.
Dependendo do processo, podem existir riscos relacionados a gases inflamáveis, poeiras combustíveis, altas temperaturas ou substâncias químicas.
Nessas situações, o projeto deve considerar as características específicas do processo e as normas e requisitos técnicos aplicáveis.
Também é importante que os trabalhadores recebam orientação adequada sobre os riscos presentes na atividade e sobre os procedimentos de segurança.
Erros comuns em sistemas de exaustão
Alguns problemas aparecem com frequência em instalações industriais.
Instalar um exaustor sem dimensionamento
Comprar um equipamento simplesmente porque ele apresenta uma grande vazão não garante que ele atenderá ao sistema.
Ignorar as perdas de carga
Dutos longos, curvas, filtros e outros componentes interferem diretamente no desempenho.
Colocar a captação longe da fonte
Quanto mais distante estiver o ponto de captação da emissão, maior pode ser a dificuldade de capturar o contaminante antes que ele se espalhe.
Não realizar manutenção
Filtros saturados, dutos obstruídos e componentes desgastados podem reduzir significativamente o desempenho do sistema.
Considerar somente o preço
Um equipamento aparentemente mais barato pode gerar custos maiores posteriormente caso não seja adequado à aplicação.
Como melhorar a eficiência do sistema de exaustão?
Algumas medidas podem contribuir para melhorar o desempenho:
1. Identifique corretamente a fonte do contaminante.
Antes de escolher o equipamento, entenda onde e como a fumaça ou o gás é produzido.
2. Priorize a captação na fonte sempre que possível.
Capturar o contaminante antes que ele se espalhe pode aumentar a eficiência do controle.
3. Dimensione corretamente o sistema.
Considere vazão, pressão, dutos, filtros e demais componentes.
4. Faça manutenção preventiva.
Não espere o equipamento apresentar falhas para verificar seu funcionamento.
5. Avalie o sistema como um conjunto.
Exaustor, dutos, filtros e pontos de captação precisam trabalhar de forma integrada.
Normas e requisitos técnicos
Projetos de ventilação e exaustão industrial devem observar as normas técnicas e regulamentações aplicáveis ao tipo de atividade, considerando fatores como segurança ocupacional, características dos contaminantes, instalações elétricas, proteção contra incêndio e demais requisitos pertinentes.
Entre as referências que podem ser relevantes estão normas da ABNT e regulamentações relacionadas à segurança e saúde no trabalho.
Como as exigências podem variar conforme o processo e o tipo de instalação, é importante contar com profissionais habilitados para avaliar o projeto e determinar quais requisitos devem ser atendidos.
Por que contar com uma empresa especializada?
Um sistema de exaustão eficiente começa muito antes da instalação do equipamento.
É necessário analisar o ambiente, identificar os contaminantes, entender o processo industrial, definir os pontos de captação, dimensionar dutos e selecionar o equipamento adequado.
Uma solução desenvolvida especificamente para a aplicação tende a apresentar resultados muito melhores do que uma instalação baseada apenas em equipamentos escolhidos de forma genérica.
A Casa do Exaustor pode auxiliar na escolha de soluções de exaustão para diferentes necessidades, considerando as características de cada aplicação.
Conclusão
A exaustão de fumaça e gases em ambientes industriais é uma medida importante para o controle de contaminantes e para a melhoria das condições ambientais dentro das instalações.
Mais do que simplesmente retirar o ar de um espaço, um sistema eficiente precisa ser corretamente dimensionado, instalado e mantido.
A escolha do exaustor, o posicionamento dos pontos de captação, o dimensionamento dos dutos, os filtros e as características do processo devem ser analisados em conjunto.
Quando o projeto é desenvolvido de forma adequada, a indústria consegue trabalhar com uma solução mais eficiente, confiável e compatível com suas necessidades.
Precisa de uma solução para exaustão industrial? Fale com a Casa do Exaustor e encontre o equipamento adequado para sua aplicação.
